Atualizado em 25 de setembro de 2026.

Matemática e Raciocínio Lógico aparecem na maioria dos editais de concursos, às vezes separadas, às vezes juntas na disciplina de Raciocínio Lógico-Matemático. Para muitos candidatos, são as matérias que mais assustam, mas também as que mais recompensam a prática: quem resolve questões com regularidade costuma evoluir rápido e ganhar pontos que muitos concorrentes deixam para trás. Esta página organiza o conteúdo em um mapa, com a ordem de estudo sugerida e os links para os guias completos de cada tema.

Se você está começando do zero, o artigo Raciocínio Lógico do zero traz o método para dar os primeiros passos. Depois, use esta página para seguir tema por tema.

A ordem de estudo recomendada

  1. Matemática básica: frações, MMC e MDC, porcentagem, razão e proporção. Eles sustentam quase todo o resto.
  2. Álgebra: equações, sistemas, funções e progressões.
  3. Lógica proposicional: proposições, conectivos, tabela-verdade, equivalências e negações.
  4. Raciocínio lógico: argumentos, conjuntos, sequências, problemas de lógica e calendários.
  5. Contagem e probabilidade: análise combinatória e probabilidade.
  6. Temas específicos do edital: geometria, estatística e matemática financeira.

Matemática básica: a fundação de tudo

Álgebra: equações, funções e progressões

Lógica proposicional e raciocínio lógico

TemaGuia
Proposições, conectivos e tabela-verdadeTabela-verdade
Argumentos e silogismosArgumentos e silogismos
Teoria dos conjuntos e diagramasTeoria dos conjuntos
Sequências de números, letras e figurasSequências lógicas
Problemas de lógica e associaçãoProblemas de lógica
Calendários e datasCalendários e datas

Negação de proposições e equivalências lógicas, como a negação do "se, então" e as leis de De Morgan, estão entre os temas mais cobrados, especialmente pelo Cebraspe. O guia de tabela-verdade traz esses tópicos com exemplos.

Contagem, probabilidade e estatística

Geometria e matemática financeira

  • Geometria plana: áreas, perímetros, triângulos, teorema de Pitágoras e circunferência.
  • Geometria analítica: distância entre pontos, ponto médio, equação da reta e circunferência no plano cartesiano.
  • Matemática financeira: juros simples e compostos, descontos, taxas equivalentes e sistemas de amortização, essencial em concursos bancários e fiscais.
  • Amostragem e inferência estatística: tipos de amostragem, distribuição normal, intervalo de confiança e testes de hipóteses, cobrados em editais fiscais, de controle e de bancos.

Como as bancas cobram

  • Cebraspe: muita lógica proposicional, equivalências e negações, além de contagem e probabilidade em itens de certo ou errado. Veja o guia do Cebraspe.
  • FGV: problemas contextualizados, com enunciados longos que exigem montar o raciocínio. Veja o guia da FGV.
  • FCC e Vunesp: matemática básica aplicada a situações do cotidiano, sequências e problemas de lógica. Veja os guias da FCC e da Vunesp.
  • Cesgranrio: matemática financeira e estatística com peso grande em concursos bancários. Veja o guia da Cesgranrio.

Um plano de seis semanas para a base

  1. Semana 1: frações, MMC e MDC, porcentagem e regra de três.
  2. Semana 2: razão e proporção, equações e sistemas.
  3. Semana 3: tabela-verdade, equivalências e negações.
  4. Semana 4: argumentos, conjuntos, sequências e problemas de lógica.
  5. Semana 5: análise combinatória e probabilidade.
  6. Semana 6: temas específicos do edital e revisão com questões da sua banca.

Em Matemática e Raciocínio Lógico, a proporção deve pender para as questões: estude a teoria de um tema e passe logo para a prática, resolvendo dezenas de exercícios. Registre os erros no caderno de erros, anotando o raciocínio correto.

Dicas práticas para estudar

  • Resolva todos os dias: vinte ou trinta minutos diários de questões rendem mais do que horas concentradas uma vez por semana.
  • Escreva o raciocínio: montar o problema no papel evita erros de cálculo e ajuda a encontrar o caminho.
  • Aprenda os atalhos depois da base: truques de cálculo ajudam na prova, mas só funcionam quando você entende o que está fazendo.
  • Controle o tempo: nas provas, deixe as questões mais longas de cálculo para o final, para não comprometer o resto.

Erros comuns de quem estuda a matéria

  • Pular a matemática básica: dificuldades com frações e porcentagem atrapalham todos os outros temas.
  • Estudar só a teoria: a matéria se aprende resolvendo.
  • Desistir cedo: a evolução costuma ser lenta no começo e acelerar com a prática.
  • Confundir negação com contrário: em lógica, negar "todos são" é dizer "algum não é", e não "nenhum é".

Negações e equivalências: as regras essenciais

Algumas regras de lógica aparecem em quase todas as provas e merecem ser memorizadas. Para negar uma conjunção, "p e q", nega-se cada parte e troca-se o "e" pelo "ou": "não p ou não q". Para negar uma disjunção, "p ou q", faz-se o contrário: "não p e não q". A negação da condicional "se p, então q" é "p e não q". Já a condicional "se p, então q" é equivalente a "se não q, então não p" e também a "não p ou q". Nas proposições com quantificadores, a negação de "todo A é B" é "algum A não é B", e a negação de "nenhum A é B" é "algum A é B".

Como resolver um problema de lógica

Diante de um problema de lógica com várias informações, siga um método: leia o enunciado inteiro uma vez, liste as informações de forma organizada, monte uma tabela ou um diagrama e comece pelas informações mais restritivas, que eliminam mais possibilidades. Preencha a tabela aos poucos, marcando o que é certo e o que é impossível, e confira cada conclusão com o enunciado. Com prática, esse método se torna automático e economiza muito tempo na prova.

Porcentagem: os erros que custam pontos

O erro mais comum em porcentagem é somar aumentos ou descontos sucessivos. Dois aumentos de 10% não correspondem a 20%, mas a 21%, porque o segundo aumento incide sobre o valor já aumentado: multiplica-se por 1,1 e depois novamente por 1,1. Da mesma forma, um aumento de 20% seguido de um desconto de 20% não devolve o valor original, mas resulta em 96% dele. Trabalhar com fatores multiplicativos, como 1,1 para aumento de 10% e 0,8 para desconto de 20%, evita esses erros e agiliza os cálculos.

Arranjo ou combinação?

Uma das dúvidas mais comuns em análise combinatória é saber quando usar arranjo e quando usar combinação. A pergunta-chave é se a ordem dos elementos importa. Se trocar a ordem gera um resultado diferente, como na formação de senhas ou na escolha de presidente e vice, usa-se arranjo. Se a ordem não importa, como na escolha de uma comissão de três pessoas, usa-se combinação. Muitas questões podem ser resolvidas também pelo princípio fundamental da contagem, multiplicando o número de opções de cada etapa, o que costuma ser o caminho mais seguro.

Interpretação de gráficos e tabelas nas provas

Muitos editais incluem a análise de gráficos e tabelas, que aparece tanto em Raciocínio Lógico quanto em estatística. As questões pedem para ler valores, calcular variações percentuais, comparar categorias e identificar tendências. O cuidado principal é ler o título, a legenda e as unidades dos eixos antes de calcular, porque muitos erros vêm de interpretar mal a escala ou a unidade.

A geometria tem dois guias: geometria plana e geometria espacial. As matrizes estão no guia de matrizes e determinantes, e também há guias de trigonometria e de exponencial e logaritmos.

Nos concursos abertos

A matéria aparece em muitos concursos da página de concursos abertos. Nos concursos fiscais, como os da Sefaz AL e da Sefaz SC, matemática financeira e estatística têm peso relevante, e nos concursos policiais, o raciocínio lógico costuma aparecer em todas as provas.

Outras matérias básicas

Matemática e Raciocínio Lógico costumam vir acompanhados de Português e Informática. Os índices de Português e de Informática organizam essas matérias da mesma forma, e o guia de o que estudar para concurso público mostra como combiná-las.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre Matemática e Raciocínio Lógico nos editais?

Os nomes variam, mas em geral Matemática cobra operações, porcentagem, equações e geometria, e Raciocínio Lógico cobra lógica proposicional, sequências e problemas de lógica. Muitos editais juntam os dois na disciplina de Raciocínio Lógico-Matemático.

Por onde começar a estudar Raciocínio Lógico?

Pela base de Matemática, com frações, porcentagem e proporção, e pela lógica proposicional, com a tabela-verdade. Esses temas sustentam quase todo o resto da disciplina.

Dá para aprender Raciocínio Lógico do zero?

Sim. A matéria exige prática mais do que memorização, e quem resolve questões com regularidade, começando pelas mais simples, costuma evoluir rápido.

SOS Concursos
Equipe SOS Concursos

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