Atualizado em 25 de setembro de 2026.
Os sinais vitais são indicadores das funções básicas do organismo e estão entre os temas mais cobrados nos concursos para técnico e auxiliar de enfermagem e para enfermeiro, como os da SES TO e da Sesa AP. As questões costumam pedir os valores de referência, a terminologia das alterações e a técnica correta de verificação. Este guia resume os pontos mais cobrados. Os valores de referência podem variar ligeiramente conforme a literatura, por isso vale conferir a bibliografia indicada no edital. Os cálculos da prática de enfermagem estão no guia de cálculo de medicação.
Quais são os sinais vitais
Os sinais vitais clássicos são a temperatura, o pulso ou frequência cardíaca, a respiração ou frequência respiratória e a pressão arterial. Muitos serviços consideram também a dor como o quinto sinal vital, e a saturação de oxigênio, medida pela oximetria de pulso, é frequentemente incluída na avaliação. Os sinais vitais devem ser verificados com o paciente em repouso, registrados com data e hora e comunicados quando alterados.
Temperatura corporal e suas alterações
A temperatura pode ser verificada nas regiões axilar, oral, retal, timpânica ou frontal, e a axilar é a mais usada nos serviços. Na referência mais comum para a temperatura axilar do adulto, considera-se:
- Normotermia ou afebril: em torno de 36 °C a 37,2 °C;
- Febrícula ou estado subfebril: ligeira elevação, em torno de 37,3 °C a 37,7 °C;
- Febre ou hipertermia: a partir de cerca de 37,8 °C;
- Hiperpirexia: temperatura muito elevada, acima de cerca de 40 °C;
- Hipotermia: temperatura abaixo de cerca de 35 °C.
A temperatura retal costuma ser um pouco mais alta que a oral, e esta, um pouco mais alta que a axilar. Antes da verificação axilar, a axila deve estar seca.
Pulso e frequência cardíaca
O pulso é a onda de expansão das artérias provocada pela contração do coração. No adulto em repouso, a frequência normal fica entre 60 e 100 batimentos por minuto. A frequência abaixo de 60 é chamada de bradicardia, e acima de 100, de taquicardia. O pulso radial, no punho, é o mais usado na rotina; o carotídeo, no pescoço, é o preferido nas emergências; e o apical, no tórax, é usado em crianças e em algumas situações específicas. A verificação é feita com os dedos indicador e médio, e não com o polegar, que tem pulsação própria. Além da frequência, avaliam-se o ritmo, regular ou irregular, e a amplitude, cheia ou fraca, chamada de filiforme quando muito fraca e rápida.
Respiração e frequência respiratória
No adulto, a frequência respiratória normal fica entre 12 e 20 incursões respiratórias por minuto. A terminologia das alterações é muito cobrada:
| Termo | Significado |
|---|---|
| Eupneia | Respiração normal |
| Taquipneia | Frequência respiratória aumentada |
| Bradipneia | Frequência respiratória diminuída |
| Apneia | Ausência de respiração |
| Dispneia | Dificuldade para respirar |
| Ortopneia | Dificuldade para respirar deitado, que melhora na posição sentada |
Pressão arterial e hipertensão
A pressão arterial é a força exercida pelo sangue contra a parede das artérias, registrada em dois valores: a pressão sistólica, na contração do coração, e a diastólica, no relaxamento. Valores abaixo de 120 por 80 mmHg são considerados normais no adulto, e as diretrizes consideram hipertensão, em regra, a partir de 140 por 90 mmHg, com faixas intermediárias que variam conforme a diretriz adotada. Pressão baixa é chamada de hipotensão, e a queda da pressão ao passar da posição deitada ou sentada para a de pé é chamada de hipotensão ortostática.
A técnica de verificação da pressão
- O paciente deve estar em repouso por alguns minutos, com a bexiga vazia, sem ter fumado, ingerido café ou praticado exercícios pouco antes;
- O braço deve estar apoiado, na altura do coração, com a palma da mão voltada para cima;
- O manguito deve ter tamanho adequado à circunferência do braço, porque manguito pequeno superestima a pressão;
- No método auscultatório, o primeiro som de Korotkoff corresponde à pressão sistólica, e o desaparecimento dos sons, à diastólica.
As técnicas de inspeção, palpação, percussão e ausculta e a escala de coma de Glasgow estão no guia de exame físico e posições do paciente.
Dor, saturação e diferenças na criança
A dor deve ser avaliada com escalas, como a escala numérica de zero a dez ou escalas de faces para crianças, e registrada como os demais sinais vitais. A saturação de oxigênio no adulto saudável costuma ficar em torno de 95% ou mais. Nas crianças, a frequência cardíaca e a frequência respiratória são mais altas que no adulto, e diminuem com a idade: o recém-nascido tem os valores mais elevados, e as referências variam conforme a faixa etária.
A verificação dos sinais vitais antes, durante e depois da transfusão está no guia de hemoterapia e transfusão sanguínea.
Fatores que alteram os sinais vitais
Diversos fatores alteram os sinais vitais sem que haja doença, e devem ser considerados na interpretação. O exercício físico, a ansiedade, a dor, a febre e a ingestão de café aumentam a frequência cardíaca e a pressão; o sono e o repouso tendem a reduzi-las. A idade também interfere: as crianças têm frequências mais altas, e os idosos tendem a ter pressão arterial mais elevada. Alguns medicamentos, como os anti-hipertensivos e os broncodilatadores, também alteram os valores.
Oximetria de pulso
A oximetria de pulso mede, de forma não invasiva, a saturação de oxigênio da hemoglobina, com um sensor colocado geralmente no dedo. Fatores como mãos frias, esmalte escuro, movimentação do paciente e má perfusão podem prejudicar a leitura. Valores persistentemente baixos devem ser comunicados à equipe, porque podem indicar insuficiência respiratória.
Os dispositivos de oxigênio e os cuidados na oxigenoterapia estão no guia de sondagens e oxigenoterapia.
Registro e comunicação
Os sinais vitais devem ser registrados no prontuário de forma clara, com data, hora e identificação do profissional, e as alterações significativas devem ser comunicadas imediatamente ao enfermeiro ou ao médico. O registro correto é dever ético do profissional de enfermagem, tema do guia de ética e legislação de enfermagem, e permite acompanhar a evolução do paciente ao longo do tempo.
Como estudar
Memorize os valores de referência do adulto e a terminologia das alterações, que são os pontos mais cobrados, e revise a técnica de verificação de cada sinal. Confira a bibliografia indicada no edital, porque as bancas costumam seguir os valores de um livro-texto específico.
A sequência na prática
Na rotina, a verificação costuma seguir uma sequência: o profissional higieniza as mãos, explica o procedimento ao paciente, verifica a temperatura, conta o pulso e, sem avisar, a respiração, mede a pressão arterial e, quando indicado, a saturação e a dor, registrando tudo em seguida. Explicar o procedimento reduz a ansiedade do paciente, que poderia alterar os valores. A higiene das mãos antes e depois do contato é regra de biossegurança, tema do guia de biossegurança.
Revise a tabela de terminologia na véspera.
Os ângulos, os locais e os cuidados de cada via de aplicação estão no guia de vias de administração de medicamentos.
Exemplos de como cai
Afirmação: "Frequência cardíaca de 110 batimentos por minuto em adulto em repouso caracteriza bradicardia." Errado. Caracteriza taquicardia.
Afirmação: "O pulso não deve ser verificado com o polegar." Certo. O polegar tem pulsação própria, que pode confundir a contagem.
Afirmação: "Ortopneia é a respiração normal." Errado. É a dificuldade para respirar deitado.
Resumo para revisar antes da prova
Temperatura, pulso, respiração e pressão arterial, com dor e saturação; temperatura axilar normal em torno de 36 °C a 37,2 °C, com febrícula, febre, hiperpirexia e hipotermia; pulso de 60 a 100 no adulto, com bradicardia e taquicardia, verificado com indicador e médio; respiração de 12 a 20, com eupneia, taquipneia, bradipneia, apneia, dispneia e ortopneia, contada sem o paciente perceber; pressão normal abaixo de 120 por 80 e hipertensão a partir de 140 por 90; técnica com repouso, braço na altura do coração e manguito adequado; e valores maiores de pulso e respiração na criança.
Perguntas frequentes
Quais são os valores normais de pulso e respiração no adulto?
Em geral, a frequência cardíaca normal do adulto em repouso fica entre 60 e 100 batimentos por minuto, e a frequência respiratória, entre 12 e 20 incursões por minuto. Os valores de referência podem variar conforme a literatura adotada pela banca.
Como se chamam as alterações da frequência respiratória?
Eupneia é a respiração normal; taquipneia, a frequência aumentada; bradipneia, a frequência diminuída; apneia, a ausência de respiração; e dispneia, a dificuldade para respirar.
Por que a respiração deve ser contada sem o paciente perceber?
Porque o paciente consegue controlar voluntariamente a respiração, e, se perceber que está sendo observado, pode alterar o ritmo. Por isso, costuma-se contar a respiração logo após o pulso, mantendo os dedos no punho.