Atualizado em 25 de setembro de 2026.

As sondagens e a oxigenoterapia estão entre os procedimentos de enfermagem mais cobrados nas provas de técnico de enfermagem e de enfermeiro, como as da SES TO e da Sesa AP. As questões costumam pedir a medida e a confirmação das sondas, os cuidados com o cateter vesical e os fluxos e dispositivos de oxigênio. Este guia resume os pontos mais cobrados. As condutas podem variar conforme os protocolos da instituição e as normas do Cofen, que definem quais procedimentos são privativos do enfermeiro, por isso vale conferir a bibliografia do edital. Os princípios de segurança estão no guia de segurança do paciente.

Sonda nasogástrica e sonda nasoenteral

SondaPosição da pontaPrincipais finalidades
NasogástricaEstômagoDrenagem do conteúdo gástrico, descompressão, lavagem gástrica e, em alguns casos, alimentação e administração de medicamentos
NasoenteralDuodeno ou jejuno, após o piloroAlimentação por período mais prolongado, com menor risco de refluxo e aspiração

A sonda nasogástrica é, em geral, mais calibrosa e rígida; a nasoenteral é mais fina e flexível, com fio-guia para a introdução. As normas do Cofen atribuem ao enfermeiro a inserção das sondas nasoenterais e de outros dispositivos, cabendo à equipe técnica os cuidados de manutenção, conforme a regulamentação vigente.

A medida e a passagem da sonda

Para a sonda nasogástrica, mede-se a sonda da ponta do nariz ao lóbulo da orelha e daí até o apêndice xifoide, marcando o ponto na sonda. Para a nasoenteral, acrescenta-se um comprimento adicional para que a ponta ultrapasse o piloro. O paciente deve ficar, se possível, em posição de Fowler, com a cabeceira elevada, e ser orientado a deglutir durante a introdução, o que facilita a passagem para o esôfago. Tosse intensa, dificuldade respiratória ou cianose durante a passagem podem indicar que a sonda entrou na via aérea, e ela deve ser retirada imediatamente.

A confirmação do posicionamento

Antes de administrar qualquer dieta ou medicamento, é obrigatório confirmar o posicionamento da sonda. O exame radiológico é o método mais seguro e é indispensável para a sonda nasoenteral, antes do início da dieta. Para a nasogástrica, podem ser usados métodos complementares, como a aspiração do conteúdo gástrico e a verificação do seu aspecto e acidez. A ausculta do ar injetado na região epigástrica, ainda citada em alguns materiais, não é considerada confiável isoladamente, porque o som pode ser transmitido mesmo com a sonda mal posicionada. Para facilitar a migração da sonda nasoenteral para o duodeno, costuma-se posicionar o paciente em decúbito lateral direito.

Sonda nasoenteral só se usa após a confirmação radiológica: a dieta não deve ser iniciada antes da confirmação do posicionamento. Uma sonda posicionada por engano no pulmão pode causar pneumonia grave. As bancas costumam apresentar a ausculta como método suficiente de confirmação, o que está errado.

Os cuidados com as sondas

Os cuidados de manutenção incluem fixar a sonda sem tracionar a narina, trocar a fixação periodicamente e verificar a marcação antes de cada uso; manter a cabeceira elevada durante a administração da dieta e por um período após, para reduzir o risco de aspiração; lavar a sonda com água antes e depois de cada medicamento e de cada dieta, para evitar obstrução; e não triturar comprimidos de liberação prolongada ou de revestimento entérico. Esses cuidados aparecem também no guia de vias de administração de medicamentos.

As posições de Fowler, ginecológica e as demais usadas nos procedimentos estão no guia de exame físico e posições do paciente.

O cateterismo vesical

O cateterismo vesical consiste na introdução de um cateter pela uretra até a bexiga, para drenar a urina. Pode ser de alívio, ou intermitente, quando o cateter é introduzido para esvaziar a bexiga e retirado em seguida, como na retenção urinária aguda e na coleta de urina estéril; ou de demora, quando o cateter permanece na bexiga, fixado por um balão insuflado com água destilada, no volume indicado pelo fabricante, ligado a um sistema coletor fechado, como no controle rigoroso da diurese e no pós-operatório. É um procedimento feito com técnica asséptica, e as normas do Cofen atribuem a inserção do cateter vesical ao enfermeiro, na equipe de enfermagem.

Os cuidados com o cateter de demora

  • manter o sistema de drenagem fechado, sem desconectar o cateter da bolsa;
  • manter a bolsa coletora abaixo do nível da bexiga, sem contato com o chão, para evitar o refluxo da urina;
  • esvaziar a bolsa regularmente, sem contaminar a válvula de saída;
  • fixar o cateter para evitar tração: na mulher, em geral na face interna da coxa; no homem, em geral na região suprapúbica ou abdominal;
  • fazer a higiene íntima diária e observar sinais de infecção urinária, como febre, urina turva e com odor forte;
  • avaliar diariamente a necessidade de manter o cateter, porque o tempo de permanência é o principal fator de risco para infecção.

A oxigenoterapia

A oxigenoterapia é a administração de oxigênio em concentração maior que a do ar ambiente, para tratar ou prevenir a hipoxemia. Os sinais de oxigenação inadequada incluem cianose, agitação, confusão, taquicardia, taquipneia e queda da saturação de oxigênio medida pela oximetria de pulso, tema do guia de sinais vitais. O oxigênio é considerado um medicamento e deve ser administrado conforme a prescrição.

Os dispositivos de oxigênio

DispositivoFluxo usualCaracterísticas
Cânula nasal, ou cateter tipo óculosCerca de 1 a 6 L/minBaixo fluxo, confortável, permite falar e comer; concentração aproximada de 24% a 44%
Máscara simplesCerca de 5 a 10 L/minConcentração moderada; fluxo mínimo para evitar a reinalação de gás carbônico
Máscara de VenturiConforme a válvulaOferece concentração precisa, definida por válvulas ou adaptadores coloridos
Máscara com reservatório não reinalanteCerca de 10 a 15 L/minAlta concentração; a bolsa deve permanecer inflada
Venturi é a mais precisa: quando a questão pede o dispositivo que oferece concentração de oxigênio mais exata, a resposta é a máscara de Venturi. Quando pede a maior concentração, é a máscara com reservatório não reinalante. E, na doença pulmonar obstrutiva crônica, o oxigênio em excesso pode deprimir a respiração, por isso a meta de saturação costuma ser mais baixa.

Os cuidados na oxigenoterapia

Os principais cuidados são: usar umidificador com água destilada estéril nos sistemas de maior fluxo, para evitar o ressecamento das mucosas; conferir o fluxo prescrito no fluxômetro; observar lesões por pressão causadas pelo dispositivo nas orelhas e no nariz; monitorar a saturação e o padrão respiratório; e, pela segurança contra incêndio, proibir o fumo e afastar chamas e fontes de faísca, porque o oxigênio alimenta a combustão. O oxigênio em concentração elevada por tempo prolongado também pode causar toxicidade pulmonar.

Como estudar

Memorize a medida da sonda nasogástrica, a obrigatoriedade da confirmação radiológica da nasoenteral, a diferença entre cateterismo de alívio e de demora e os cuidados com o sistema coletor. Depois, monte um quadro com os dispositivos de oxigênio, os fluxos e as concentrações, que são cobrados com frequência.

Exemplos de como cai

Afirmação: "A bolsa coletora do cateter vesical de demora deve ser mantida acima do nível da bexiga." Errado. Deve ficar abaixo, para evitar o refluxo da urina.

Afirmação: "A máscara de Venturi permite oferecer concentrações de oxigênio precisas." Certo. É a principal característica do dispositivo.

Afirmação: "A ausculta epigástrica é suficiente para confirmar o posicionamento da sonda nasoenteral antes do início da dieta." Errado. A confirmação radiológica é necessária.

Resumo para revisar antes da prova

Sonda nasogástrica no estômago e nasoenteral após o piloro; medida do nariz ao lóbulo da orelha e ao apêndice xifoide; Fowler e deglutição; retirada diante de tosse ou cianose; confirmação radiológica, indispensável na nasoenteral, e ausculta não confiável isoladamente; lavagem da sonda e cabeceira elevada; cateterismo de alívio e de demora, com técnica asséptica e balão com água destilada; sistema fechado, bolsa abaixo da bexiga e fixação sem tração; oxigenoterapia para a hipoxemia; cânula nasal de 1 a 6 L/min, máscara simples, Venturi precisa e máscara com reservatório de alta concentração; e umidificação, monitoramento e segurança contra incêndio.

Perguntas frequentes

Como se mede a sonda nasogástrica?

Mede-se da ponta do nariz ao lóbulo da orelha e daí até o apêndice xifoide, marcando o ponto na sonda. Depois da passagem, o posicionamento deve ser confirmado antes do uso, e o exame radiológico é o método mais seguro.

Qual a diferença entre cateterismo vesical de alívio e de demora?

No de alívio, ou intermitente, o cateter é introduzido para esvaziar a bexiga e retirado em seguida. No de demora, o cateter permanece na bexiga, fixado por um balão insuflado, ligado a um sistema coletor fechado.

Qual dispositivo oferece concentração de oxigênio mais precisa?

A máscara de Venturi, que usa válvulas ou adaptadores para oferecer frações inspiradas de oxigênio definidas, sendo útil em pacientes que precisam de controle rigoroso, como os com doença pulmonar obstrutiva crônica.

SOS Concursos
Equipe SOS Concursos

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