Atualizado em 25 de setembro de 2026.

As teorias da administração são a base de toda a matéria de Administração Geral nos concursos. As questões costumam pedir os autores, as ênfases e as características de cada teoria, e as críticas feitas a elas. Este guia resume as teorias mais cobradas, da administração científica à teoria da contingência. As funções administrativas e os conceitos básicos estão no guia de noções de Administração.

As ênfases das teorias

ÊnfaseTeorias
TarefasAdministração científica
EstruturaTeoria clássica, teoria neoclássica, teoria burocrática e teoria estruturalista
PessoasTeoria das relações humanas e teoria comportamental
AmbienteTeoria estruturalista, teoria dos sistemas e teoria da contingência
TecnologiaTeoria da contingência

A administração científica de Taylor

Frederick Taylor buscou aumentar a eficiência da produção pela aplicação do método científico ao trabalho do operário. As suas contribuições incluem o estudo de tempos e movimentos, a padronização dos métodos e das ferramentas, a seleção e o treinamento dos trabalhadores, a divisão do trabalho, a supervisão funcional e os incentivos salariais pela produção. Taylor propôs os princípios de planejamento, preparo, controle e execução. A teoria parte da ideia do homem econômico, motivado apenas por recompensas financeiras, e foi criticada por mecanizar o trabalho e ignorar os aspectos humanos. Henry Ford aplicou ideias semelhantes na produção em massa e na linha de montagem.

A teoria clássica de Fayol

Henri Fayol concentrou-se na estrutura da organização e na administração como um todo, de cima para baixo. Ele definiu as funções administrativas: prever, organizar, comandar, coordenar e controlar, que deram origem ao modelo moderno de planejar, organizar, dirigir e controlar. Fayol também identificou as seis funções básicas da empresa, técnicas, comerciais, financeiras, de segurança, contábeis e administrativas, e propôs 14 princípios gerais de administração, entre os quais a divisão do trabalho, a autoridade e a responsabilidade, a disciplina, a unidade de comando, a unidade de direção, a subordinação do interesse individual ao geral, a remuneração, a centralização, a cadeia escalar, a ordem, a equidade, a estabilidade do pessoal, a iniciativa e o espírito de equipe.

Taylor é tarefa, Fayol é estrutura: Taylor estudou o trabalho do operário, de baixo para cima, com foco na eficiência das tarefas. Fayol estudou a organização como um todo, de cima para baixo, com foco na estrutura e nas funções do administrador. As bancas costumam trocar os dois autores.

A teoria burocrática de Weber

Max Weber descreveu três tipos de autoridade: a tradicional, baseada nos costumes; a carismática, baseada nas qualidades pessoais do líder; e a racional-legal, baseada em normas, que fundamenta a burocracia. As características da burocracia são o caráter legal das normas, o caráter formal das comunicações, a divisão do trabalho, a impessoalidade, a hierarquia, as rotinas e os procedimentos padronizados, a competência técnica e a meritocracia, a especialização da administração e a profissionalização dos participantes. Robert Merton apontou as disfunções da burocracia, como o apego exagerado às regras, o excesso de formalismo, a resistência a mudanças, a despersonalização do relacionamento e a dificuldade no atendimento ao cliente. A burocracia na administração pública está no guia de evolução da administração pública.

A Escola de Relações Humanas

A Escola de Relações Humanas surgiu com as experiências de Elton Mayo na fábrica de Hawthorne, que mostraram que a produtividade dependia mais de fatores sociais e psicológicos, como a integração ao grupo, o reconhecimento e a atenção recebida, do que das condições físicas do trabalho. A teoria substituiu o homem econômico pelo homem social, destacou a importância dos grupos informais, da liderança e da comunicação, e foi criticada por uma visão ingênua das relações de trabalho e por negligenciar a estrutura formal.

A teoria neoclássica

A teoria neoclássica, com autores como Peter Drucker, retomou os princípios da teoria clássica com ênfase na prática da administração, nos objetivos e nos resultados. Destacam-se os conceitos de eficiência, que é fazer as coisas da forma certa, com o melhor uso dos recursos, e de eficácia, que é fazer as coisas certas, alcançando os objetivos. Drucker propôs a administração por objetivos, em que gestores e subordinados definem em conjunto os objetivos e acompanham periodicamente os resultados.

A teoria estruturalista

A teoria estruturalista, com autores como Amitai Etzioni, buscou conciliar a teoria clássica e a de relações humanas, estudando a organização formal e a informal, os níveis hierárquicos, as recompensas materiais e sociais, as relações com o ambiente e o conflito como parte natural das organizações. Ela introduziu a análise interorganizacional e o conceito de homem organizacional, que desempenha diferentes papéis em várias organizações.

A teoria comportamental

A teoria comportamental, ou behaviorista, aprofundou o estudo do comportamento humano nas organizações, com contribuições de autores como Herbert Simon, sobre o processo decisório e a racionalidade limitada; Abraham Maslow e Frederick Herzberg, sobre a motivação; Douglas McGregor, com as Teorias X e Y; e Rensis Likert, com os quatro sistemas de administração: autoritário coercitivo, autoritário benevolente, consultivo e participativo. As teorias da motivação estão no guia de teorias da motivação.

A teoria dos sistemas

Inspirada na teoria geral dos sistemas, de Ludwig von Bertalanffy, essa abordagem vê a organização como um sistema aberto, em interação constante com o ambiente. Os seus conceitos principais são as entradas, o processamento, as saídas e a retroalimentação; a sinergia, em que o todo é maior que a soma das partes; a entropia, tendência à desorganização, combatida pela entropia negativa; a homeostase, tendência ao equilíbrio; e a equifinalidade, segundo a qual um mesmo resultado pode ser alcançado por caminhos diferentes.

A teoria da contingência

A teoria da contingência sustenta que não existe uma única melhor forma de organizar e administrar: a estrutura e as práticas adequadas dependem de fatores como o ambiente, a tecnologia, a estratégia e o tamanho da organização. Pesquisas importantes da teoria são as de Burns e Stalker, que distinguiram as organizações mecanicistas, adequadas a ambientes estáveis, das orgânicas, adequadas a ambientes instáveis; as de Lawrence e Lorsch, sobre a diferenciação e a integração; as de Joan Woodward, sobre a influência da tecnologia de produção na estrutura; e as de Chandler, que concluiu que a estrutura segue a estratégia. A estrutura das organizações está no guia de estrutura organizacional.

Contingência: tudo depende: a ideia central da teoria da contingência é que não há receita universal. Afirmações que apresentam um modelo único como o mais eficiente para qualquer organização contrariam essa teoria e se aproximam das abordagens prescritivas clássicas.

Como estudar

Monte um quadro com cada teoria, os seus principais autores, a sua ênfase e os seus conceitos-chave, que é a forma mais eficiente de memorizar o tema. Depois, revise as críticas a cada teoria e a sequência histórica, que costumam aparecer em questões comparativas.

Exemplos de como cai

Afirmação: "A administração científica de Taylor tem ênfase na estrutura organizacional." Errado. A ênfase de Taylor está nas tarefas; a estrutura é a ênfase da teoria clássica de Fayol.

Afirmação: "As experiências de Hawthorne deram origem à Escola de Relações Humanas." Certo. Os estudos de Elton Mayo são o marco dessa escola.

Afirmação: "Para a teoria da contingência, há uma forma ideal de estrutura válida para todas as organizações." Errado. A estrutura adequada depende das circunstâncias.

Resumo para revisar antes da prova

Administração científica de Taylor, com tempos e movimentos, padronização e homem econômico; teoria clássica de Fayol, com as funções de prever, organizar, comandar, coordenar e controlar e os 14 princípios; burocracia de Weber, com a autoridade racional-legal, a impessoalidade e as disfunções apontadas por Merton; relações humanas de Mayo, com o homem social e os grupos informais; neoclássica de Drucker, com eficiência, eficácia e administração por objetivos; estruturalista, com a organização formal e informal e o conflito; comportamental, com Simon, Maslow, Herzberg, McGregor e Likert; sistemas de Bertalanffy, com sistema aberto, sinergia, entropia, homeostase e equifinalidade; e contingência, sem uma única melhor forma, com Burns e Stalker, Lawrence e Lorsch, Woodward e Chandler.

Perguntas frequentes

Qual a ênfase de cada teoria da administração?

A administração científica enfatiza as tarefas; a teoria clássica e a burocrática, a estrutura; as relações humanas e a comportamental, as pessoas; a estruturalista e a contingencial, o ambiente; e a contingencial também a tecnologia.

Quais são as funções administrativas de Fayol?

Prever, organizar, comandar, coordenar e controlar. As versões modernas costumam reuni-las em planejar, organizar, dirigir e controlar.

O que diz a teoria da contingência?

Que não existe uma única melhor forma de administrar: a estrutura e as práticas adequadas dependem das condições do ambiente, da tecnologia, da estratégia e do tamanho da organização.

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