Atualizado em 25 de setembro de 2026. É um tema que muda rápido: confira sempre as comunicações mais recentes do Banco Central antes da prova.

Atualidades do mercado financeiro é a matéria que cobra o que está mudando no sistema bancário: novos meios de pagamento, compartilhamento de dados, criptoativos, segurança digital, regras recentes do Banco Central e o cenário econômico. No concurso do Banco do Brasil de 2023, foram 5 questões, valendo 1 ponto cada, nos conhecimentos básicos dos dois cargos. Uma delas perguntava sobre grupos de mineração de criptomoedas, o que mostra o tipo de assunto que pode aparecer.

Diferentemente das outras matérias, atualidades não tem um programa fechado. O que funciona é conhecer os grandes temas e acompanhar as novidades de forma organizada. Este guia lista os temas que mais aparecem e sugere uma rotina de estudo. Para a parte conceitual do sistema financeiro, que serve de base para tudo isto, veja o guia de conhecimentos bancários para concurso.

1. Pix e a evolução dos pagamentos

O Pix, criado e gerido pelo Banco Central e lançado em novembro de 2020, mudou a forma como os brasileiros transferem dinheiro. As questões costumam explorar três frentes:

  • Funcionamento: pagamento instantâneo, disponível todos os dias, a qualquer hora, com uso de chaves como CPF, e-mail, telefone ou chave aleatória.
  • Novas modalidades: o Banco Central tem ampliado o Pix com funções como pagamentos recorrentes e pagamento por aproximação, que concorrem com débito automático, boletos e cartões.
  • Segurança: mecanismos de devolução em caso de fraude, limites para transações noturnas e regras contra golpes.

Para a prova, entenda o Pix como parte do Sistema de Pagamentos Brasileiro e como exemplo de política do Banco Central para aumentar a concorrência e reduzir custos.

2. Open finance

O open finance permite que o cliente autorize o compartilhamento dos seus dados e serviços financeiros entre instituições. A implantação começou em 2021, em fases, primeiro como open banking. A ideia central, cobrada em prova, é que os dados pertencem ao cliente, que decide com quem compartilhá-los, por quanto tempo e para qual finalidade. Os efeitos esperados são mais concorrência, ofertas personalizadas e facilidade para trocar de instituição.

3. Criptoativos e tecnologia de registro

O tema caiu no BB em 2023 e continua em alta. Os pontos essenciais:

  • Marco legal: a Lei nº 14.478/2022 estabeleceu diretrizes para a prestação de serviços de ativos virtuais no Brasil, e o Banco Central foi designado como regulador desse mercado.
  • Conceitos: blockchain como registro distribuído, mineração como o processo de validação de transações em algumas redes, e os pools de mineração como grupos que somam capacidade de processamento e dividem as recompensas.
  • Riscos: volatilidade, fraudes e uso para lavagem de dinheiro, tema que conversa com a Lei nº 9.613/1998.

4. Fintechs, bancos digitais e novos concorrentes

A entrada de fintechs e bancos digitais mudou a concorrência no setor. As questões costumam pedir a identificação desses agentes como novos entrantes, os efeitos sobre tarifas e experiência do cliente e as modalidades regulatórias criadas para elas, como as sociedades de crédito direto e as sociedades de empréstimo entre pessoas. Para o banco tradicional, a resposta a essa concorrência passa por digitalização, dados e atendimento, temas que também aparecem em Vendas e Negociação.

5. Autonomia e política monetária do Banco Central

A Lei Complementar nº 179/2021 deu autonomia ao Banco Central. Os pontos mais cobrados:

  • O objetivo fundamental do Banco Central é assegurar a estabilidade de preços;
  • Sem prejuízo desse objetivo, ele também deve zelar pela estabilidade do sistema financeiro, suavizar as flutuações da atividade econômica e fomentar o pleno emprego;
  • Presidente e diretores têm mandatos fixos de quatro anos, não coincidentes com o mandato do presidente da República.

No cenário econômico, acompanhe as decisões do Copom sobre a Selic, a inflação em relação à meta e o que o Banco Central diz nos comunicados de cada reunião. As questões raramente pedem números exatos; costumam cobrar a lógica: por que os juros sobem ou caem e qual o efeito sobre crédito e inflação.

6. Segurança digital, golpes e proteção de dados

Com a digitalização, fraudes viraram tema de prova. Conheça os golpes mais comuns, como phishing, falsa central de atendimento e engenharia social, e as orientações de prevenção dadas aos clientes. A Lei Geral de Proteção de Dados entra aqui e também em Informática: bases legais para tratamento de dados, direitos do titular e responsabilidades da instituição. Os guias de LGPD e de segurança da informação aprofundam os dois temas.

7. Inteligência artificial e dados no setor financeiro

Bancos usam inteligência artificial em atendimento automatizado, análise de crédito, prevenção a fraudes e ofertas personalizadas. As questões costumam tratar do tema de forma conceitual, com benefícios, riscos e cuidados, como vieses em decisões de crédito, transparência e proteção de dados. É um assunto que cruza Atualidades, Informática e Vendas e Negociação.

8. Sustentabilidade e inclusão financeira

Riscos sociais, ambientais e climáticos passaram a fazer parte da regulação e da gestão dos bancos, que precisam considerá-los na concessão de crédito e na política da instituição. Finanças verdes, crédito para energia renovável e critérios ESG aparecem nas questões ao lado de inclusão e educação financeira, que buscam ampliar o acesso a serviços bancários e o uso consciente do crédito.

Os conceitos básicos de mercado de capitais, que dão base para entender as novidades do setor, estão no guia de mercado de capitais.

Como a banca costuma perguntar

As questões de atualidades raramente pedem datas ou números exatos. O formato mais comum apresenta uma novidade do mercado e pede o conceito ou o efeito correspondente. Uma questão sobre open finance, por exemplo, tende a perguntar quem decide sobre o compartilhamento de dados, e a resposta é o cliente. Uma questão sobre criptoativos tende a pedir o significado de um termo técnico, como aconteceu com os grupos de mineração em 2023. Uma questão sobre política monetária tende a pedir o efeito esperado de uma alta de juros sobre o crédito e a inflação. Por isso, mais do que decorar notícias, vale entender o porquê de cada mudança.

Atualidades também servem para a redação

A redação do Banco do Brasil costuma trazer temas ligados a economia, tecnologia e sociedade. Os assuntos deste guia rendem bons argumentos: inclusão financeira e o papel do Pix, riscos da digitalização e golpes, uso de inteligência artificial no atendimento, endividamento das famílias. Ao anotar uma novidade no caderno de atualidades, registre também um dado ou exemplo que poderia virar argumento num texto dissertativo.

Fontes confiáveis para acompanhar

Prefira sempre a fonte primária. O site do Banco Central publica notas, comunicados do Copom, relatórios e explicações sobre Pix, open finance e regulação. A CVM divulga as normas do mercado de capitais. Para o dia a dia, os cadernos de economia dos grandes jornais resumem bem as mudanças. Desconfie de conteúdos que prometem "as questões certas" de atualidades: a banca escolhe os temas, e o que protege o candidato é entender o funcionamento do sistema, não decorar manchetes.

Uma boa prática é conferir, a cada mês, a página de notícias do Banco Central e anotar qualquer nova regra que afete clientes ou instituições.

Como estudar atualidades sem perder tempo

  1. Reserve 15 a 20 minutos por dia para notícias do setor financeiro e para os comunicados do Banco Central. Mais do que isso tende a virar leitura sem retenção.
  2. Mantenha um caderno do que mudou: uma linha por novidade, com data e o que muda para o cliente ou para o banco.
  3. Relacione cada notícia a um conceito: o Pix ao Sistema de Pagamentos, a Selic à política monetária, o golpe à segurança da informação. É assim que a banca pergunta.
  4. Revise o caderno toda semana e, nas semanas anteriores à prova, concentre-se nos últimos seis a doze meses.
Onde está o ganho: atualidades vale só 5 pontos, mas o estudo diário e curto ajuda também em Conhecimentos Bancários e na redação, que costuma trazer temas ligados à economia e à tecnologia.

No cronograma de estudos para o Banco do Brasil, a matéria ocupa pouco tempo por semana, justamente porque rende mais em doses diárias. O peso dela no conjunto da prova está no guia de o que estudar para o concurso do Banco do Brasil.

Perguntas frequentes

Quantas questões de atualidades caíram no Banco do Brasil?

Cinco questões de Atualidades do Mercado Financeiro, valendo 1 ponto cada, nos conhecimentos básicos da prova de 2023.

Criptomoeda cai em concurso bancário?

Caiu no BB em 2023, com questão sobre grupos de mineração. O marco legal dos criptoativos, a Lei nº 14.478/2022, é boa base de estudo.

Como estudar atualidades sem perder tempo?

Reserve 15 a 20 minutos por dia para notícias do setor e comunicados do Banco Central, anotando o que muda nas regras e nos produtos.

SOS Concursos
Equipe SOS Concursos

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