Atualizado em 25 de setembro de 2026.

O ativo imobilizado reúne os bens tangíveis mantidos para uso na produção ou no fornecimento de mercadorias ou serviços, para aluguel a outros ou para fins administrativos, e que se espera utilizar por mais de um período. As regras estão no Pronunciamento Técnico CPC 27 e são cobradas em Contabilidade Geral nos concursos fiscais, de tribunais de contas e de bancos, com questões sobre o custo de aquisição, os gastos subsequentes e a baixa. Este guia resume os pontos mais cobrados. A depreciação está no guia de depreciação, amortização e exaustão.

O reconhecimento

O custo de um item do ativo imobilizado deve ser reconhecido como ativo se, e apenas se, for provável que futuros benefícios econômicos associados ao item fluirão para a entidade e se o custo do item puder ser mensurado confiavelmente. Peças sobressalentes, peças de reserva e equipamentos de manutenção são reconhecidos como imobilizado quando atendem à definição, ou seja, quando se espera usá-los por mais de um período; caso contrário, são classificados como estoque.

A mensuração inicial pelo custo

O imobilizado é mensurado inicialmente pelo seu custo, que compreende:

  • o preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e de tributos não recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os descontos comerciais e os abatimentos;
  • os custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no local e na condição necessários para que seja capaz de funcionar da forma pretendida, como os custos de preparação do local, de frete e de manuseio, de instalação e montagem, de testes de funcionamento e os honorários profissionais;
  • a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de restauração do local no qual está localizado, quando a entidade tiver essa obrigação.

Os tributos recuperáveis, como o ICMS e as contribuições que geram crédito, não integram o custo, porque serão compensados. Os custos de empréstimos diretamente atribuíveis à aquisição ou à construção de um ativo qualificável, que demanda tempo substancial para ficar pronto, são capitalizados, conforme o pronunciamento específico.

Custo de desmontagem entra no custo do ativo: quando a entidade tem a obrigação de desmontar o equipamento e restaurar o local no fim da vida útil, como em plataformas e usinas, o valor presente desses custos é incluído no custo do imobilizado, em contrapartida a uma provisão. As bancas costumam afirmar que esses custos só são reconhecidos quando ocorrerem.

O que não integra o custo

Não fazem parte do custo do imobilizado, entre outros: os custos de abertura de nova instalação; os custos incorridos na introdução de novo produto ou serviço, incluindo propaganda e atividades promocionais; os custos da transferência das atividades para novo local ou para nova categoria de clientes, incluindo treinamento; e os custos administrativos e outros custos indiretos. Também deixam de ser reconhecidos no custo os gastos incorridos depois que o item já está no local e na condição de funcionamento, como os custos de uso e de realocação.

Os gastos subsequentes

Os custos da manutenção periódica do item, formados principalmente por mão de obra, produtos consumíveis e pequenas peças, são reconhecidos no resultado quando incorridos. Já a substituição de componentes relevantes, como o revestimento de um forno ou os assentos de uma aeronave, é reconhecida no valor contábil do imobilizado quando atender aos critérios de reconhecimento, com a baixa do valor contábil da parte substituída. As grandes inspeções periódicas, necessárias para que o item continue operando, também podem ser capitalizadas como substituição.

Manutenção vai para o resultado; substituição relevante vai para o ativo: trocar o óleo e limpar a máquina é despesa. Trocar o motor, com aumento dos benefícios futuros, é capitalizado, e o motor antigo é baixado. As bancas costumam apresentar gastos de manutenção rotineira como acréscimos ao imobilizado.

A mensuração subsequente e os componentes

Depois do reconhecimento, a entidade mensura o imobilizado pelo método do custo: custo menos depreciação acumulada e perdas por redução ao valor recuperável acumuladas. O pronunciamento internacional admite o método da reavaliação, mas a legislação societária brasileira não permite novas reavaliações espontâneas de ativos. Cada componente de um item do imobilizado com custo significativo em relação ao custo total deve ser depreciado separadamente, quando tiver vida útil diferente, como a estrutura e os motores de uma aeronave. Os terrenos têm vida útil ilimitada e, em regra, não são depreciados, mesmo quando adquiridos com o edifício, que é contabilizado separadamente.

Vida útil, valor residual e método

A depreciação começa quando o ativo está disponível para uso, ou seja, no local e na condição de funcionamento pretendidos, e não quando começa efetivamente a ser usado. O valor residual e a vida útil devem ser revisados pelo menos ao final de cada exercício, e, se as expectativas mudarem, a alteração é tratada como mudança de estimativa, com efeito prospectivo. O método de depreciação deve refletir o padrão de consumo dos benefícios econômicos e também deve ser revisado periodicamente. A depreciação não cessa quando o ativo se torna temporariamente ocioso, salvo se for usado um método baseado em unidades produzidas.

Redução ao valor recuperável

O imobilizado está sujeito ao teste de redução ao valor recuperável: quando o valor contábil superar o valor recuperável, que é o maior entre o valor justo líquido de despesas de venda e o valor em uso, a entidade reconhece uma perda no resultado. As compensações de terceiros por itens do imobilizado que tenham sido perdidos, danificados ou abandonados, como as indenizações de seguros, são reconhecidas no resultado quando se tornarem recebíveis. O intangível segue lógica parecida, tema do guia de ativo intangível.

A baixa

O valor contábil de um item do imobilizado deve ser baixado por ocasião da sua alienação ou quando não houver expectativa de benefícios econômicos futuros com o seu uso ou alienação. O ganho ou a perda decorrente da baixa é determinado pela diferença entre o valor líquido da alienação, se houver, e o valor contábil do item, e deve ser reconhecido no resultado, não podendo o ganho ser classificado como receita de vendas. A apresentação no balanço e na demonstração do resultado está no guia de demonstrações contábeis.

Exemplo de cálculo do custo

Uma empresa compra uma máquina por R$ 100.000, com ICMS recuperável de R$ 12.000 incluído no preço, paga R$ 3.000 de frete, R$ 2.000 de instalação e R$ 1.500 de treinamento dos operadores. O custo do imobilizado é de R$ 93.000: o preço de R$ 100.000, menos o ICMS recuperável de R$ 12.000, mais o frete de R$ 3.000 e a instalação de R$ 2.000. O treinamento, de R$ 1.500, é despesa do período.

Como estudar

Memorize os critérios de reconhecimento, o que integra e o que não integra o custo, a diferença entre manutenção e substituição de componentes, a depreciação por componentes, o início da depreciação na disponibilidade para uso, a revisão anual da vida útil e do valor residual e o tratamento da baixa, que são os pontos mais cobrados. Depois, treine cálculos de custo de aquisição.

Exemplos de como cai

Afirmação: "Os gastos com treinamento dos operadores de uma máquina integram o custo do imobilizado." Errado. O treinamento não integra o custo; é despesa do período.

Afirmação: "A depreciação do imobilizado começa quando o ativo está disponível para uso." Certo. Não depende do início efetivo da utilização.

Afirmação: "O ganho na venda de um item do imobilizado deve ser apresentado como receita de vendas." Errado. O ganho é reconhecido no resultado, mas não como receita de vendas.

Resumo para revisar antes da prova

Imobilizado como bem tangível usado por mais de um período; reconhecimento com benefício econômico provável e custo confiável; custo com preço de aquisição, tributos não recuperáveis, custos diretamente atribuíveis e estimativa de desmontagem e restauração, sem tributos recuperáveis; fora do custo a abertura de instalação, propaganda, treinamento e custos administrativos; manutenção no resultado e substituição relevante capitalizada, com baixa da parte trocada; método do custo; componentes significativos depreciados separadamente e terrenos sem depreciação; depreciação a partir da disponibilidade para uso; revisão anual da vida útil, do valor residual e do método; redução ao valor recuperável; e baixa com ganho ou perda no resultado, sem receita de vendas.

Perguntas frequentes

O que integra o custo do ativo imobilizado?

O preço de aquisição, acrescido dos impostos de importação e dos tributos não recuperáveis, deduzidos os descontos comerciais e abatimentos; os custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no local e na condição de funcionamento; e a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de restauração do local.

Gastos com manutenção são capitalizados no imobilizado?

Os custos de manutenção diária, como mão de obra, consumíveis e pequenas peças, são reconhecidos no resultado. Já a substituição de componentes relevantes, que atenda aos critérios de reconhecimento, é capitalizada, com a baixa do valor contábil da parte substituída.

Como se contabiliza a venda de um bem do imobilizado?

O ganho ou a perda na baixa é a diferença entre o valor líquido da alienação e o valor contábil do item, e é reconhecido no resultado. O ganho não deve ser classificado como receita de vendas.

SOS Concursos
Equipe SOS Concursos

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