Valores conferidos em 25 de setembro de 2026: tabelas vigentes desde fevereiro de 2025.

Um juiz ganha entre R$ 34 mil e R$ 42 mil de subsídio em 2026, dependendo do ramo da Justiça e do estágio da carreira. Na Justiça Federal, o juiz federal substituto, cargo de entrada, recebe R$ 37.765,55. Na Justiça estadual de São Paulo, o juiz substituto recebe R$ 34.083,14. Acima de todos está o teto constitucional, o subsídio de ministro do Supremo Tribunal Federal, de R$ 46.366,19. Esses valores estão em vigor desde fevereiro de 2025.

A seguir, as tabelas da Justiça Federal e de um tribunal estadual, a regra que liga todos os subsídios ao do STF, o que muda do bruto ao líquido e o caminho até o cargo. Para o topo da carreira nos tribunais, veja quanto ganha um desembargador.

Subsídios da Justiça Federal

CargoSubsídio
Juiz Federal Substituto (ingresso)R$ 37.765,55
Juiz FederalR$ 39.753,21
Juiz de Tribunal Regional Federal (desembargador federal)R$ 41.845,49
Ministro do STF (teto constitucional)R$ 46.366,19

Subsídios na Justiça estadual: o exemplo do TJSP

CargoSubsídio
Juiz Substituto (ingresso)R$ 34.083,14
Juiz de Direito — Entrância InicialR$ 35.878,31
Juiz de Direito — Entrância IntermediáriaR$ 37.765,54
Juiz de Direito — Entrância FinalR$ 39.753,20
DesembargadorR$ 41.845,48

Os tribunais de justiça dos demais estados seguem a mesma lógica de escalonamento, mas a organização da carreira em entrâncias varia. Por isso, o valor exato de cada degrau deve ser conferido no tribunal do estado que você pretende seguir.

Por que os valores são tão parecidos entre tribunais

A magistratura tem uma regra própria. A Constituição determina que o subsídio dos ministros do STF é o teto e que os subsídios dos demais magistrados são escalonados a partir dele, com diferenças entre um nível e outro de no mínimo 5% e no máximo 10%. Na prática, o subsídio dos desembargadores e dos juízes de tribunais regionais federais corresponde a 90,25% do subsídio do STF, e cada nível abaixo recebe cerca de 5% a menos que o anterior.

A conta fecha com os números da tabela: 90,25% de R$ 46.366,19 são R$ 41.845,49; 95% desse valor dão R$ 39.753,21; e 95% deste, R$ 37.765,55. É por isso que, quando o subsídio do STF muda por lei, toda a tabela da magistratura muda junto.

Como o teto evoluiu

O subsídio dos ministros do STF foi reajustado em etapas. Segundo o cronograma divulgado, partiu de R$ 39.293,32 no início de 2023, passou por R$ 41.650,92 e R$ 44.008,52 e chegou a R$ 46.366,19 no início de 2025, valor mantido em 2026. Novos reajustes dependem de lei aprovada pelo Congresso.

Subsídio, verbas indenizatórias e a decisão de 2026

Magistrados são remunerados por subsídio em parcela única, sem gratificações, adicionais ou outras parcelas remuneratórias somadas, como prevê a Constituição. O que pode existir além do subsídio são verbas de natureza indenizatória, previstas em normas próprias. O tema é debatido há anos, e em março de 2026 o STF concluiu um julgamento sobre as verbas pagas à magistratura e ao Ministério Público, reafirmando o teto e fixando parâmetros para as parcelas que podem ficar fora dele. Por isso, o valor que aparece no contracheque de um magistrado pode ser diferente do subsídio da tabela, mas o subsídio em si segue o teto.

Do bruto ao líquido

Do subsídio saem a contribuição previdenciária e o imposto de renda, que, nessa faixa de remuneração, incide na alíquota máxima sobre a maior parte do valor. O líquido depende das deduções de cada magistrado, como dependentes, e do regime previdenciário, que para quem ingressou depois da criação da previdência complementar do serviço público segue as regras de contribuição até o teto do regime geral, com possibilidade de adesão ao plano complementar. Em qualquer caso, o líquido fica bem abaixo do valor bruto da tabela.

Como se tornar juiz

  • Formação: bacharelado em Direito.
  • Atividade jurídica: a Constituição exige no mínimo três anos de atividade jurídica depois da graduação para o ingresso na magistratura.
  • Concurso: as seleções costumam ter prova objetiva, provas discursivas e de sentença, sindicância da vida pregressa, exames de sanidade física e mental, prova oral e avaliação de títulos.
  • Formação inicial: depois da aprovação, o novo juiz passa por curso de formação na escola da magistratura do tribunal.

É um dos concursos mais difíceis do país, com conteúdo jurídico amplo e cobrança de jurisprudência dos tribunais superiores.

Como a carreira evolui

O juiz começa como substituto e, depois do vitaliciamento, pode ser promovido a juiz titular. Na Justiça estadual, a carreira avança pelas entrâncias, da inicial à final, alternando critérios de antiguidade e merecimento. O topo da carreira nos tribunais é o cargo de desembargador. Na Justiça Federal, o juiz federal pode ser promovido a juiz de tribunal regional federal. Cada promoção muda o subsídio conforme o escalonamento explicado acima.

Direitos e garantias da carreira

Além do subsídio, a magistratura tem garantias constitucionais que pesam na escolha da carreira: vitaliciedade, adquirida depois de dois anos de exercício, inamovibilidade e irredutibilidade do subsídio. Essas garantias existem para proteger a independência do juiz nas decisões, e não como benefício pessoal, mas na prática também dão segurança à carreira. Os magistrados têm ainda regras próprias de férias e de licenças, previstas na legislação da magistratura, e acesso aos benefícios gerais de saúde e assistência dos tribunais em que atuam.

Como é a rotina de um juiz no dia a dia

O trabalho do juiz vai muito além das audiências. Grande parte do tempo é dedicada à análise de processos e à redação de decisões e sentenças, com metas de produtividade acompanhadas pelos tribunais e pelo Conselho Nacional de Justiça. Em comarcas pequenas, o juiz costuma acumular várias competências; em comarcas grandes, atua em varas especializadas. A lotação inicial, principalmente na Justiça estadual, costuma ser em comarcas do interior, o que exige disposição para mudar de cidade no começo da carreira.

Vale a pena?

Pelos números, a magistratura está no topo das carreiras públicas: o subsídio de entrada supera o valor final de muitas outras carreiras de Estado. O custo está na preparação, que costuma durar anos, no requisito de três anos de atividade jurídica e na responsabilidade do cargo, que envolve decisões sobre a vida, o patrimônio e a liberdade das pessoas. É uma escolha que faz sentido para quem gosta do trabalho jurídico em si, e não só da remuneração.

Uma forma prática de testar essa vocação antes de iniciar a preparação é conhecer a rotina de perto: acompanhar audiências públicas, ler sentenças publicadas e conversar com servidores e magistrados sobre o dia a dia da função.

Comparação com outras carreiras jurídicas e policiais

CarreiraInicial em 2026
Juiz federal substitutoR$ 37.765,55
Juiz substituto do TJSPR$ 34.083,14
Delegado de Polícia FederalR$ 27.831,70
Auditor-fiscal da Receita Federal (vencimento básico)R$ 22.921,71

A magistratura tem os maiores subsídios iniciais entre as carreiras de Estado. As comparações com as carreiras policiais e fiscais estão em quanto ganha um delegado e quanto ganha um auditor fiscal.

Entre os servidores dos tribunais, uma das carreiras mais bem pagas é a de oficial de justiça, detalhada em quanto ganha um oficial de justiça.

Como se preparar

A preparação para a magistratura costuma levar anos, combina estudo de lei seca, doutrina e jurisprudência e exige treino intenso de provas discursivas e de sentença. O método geral continua valendo: planejamento pelo edital, estudo com questões, revisão e simulados. O guia de como estudar lei seca ajuda na base legal, e o de caderno de erros organiza a revisão de um conteúdo tão extenso.

Um cuidado com os números

Os subsídios desta página foram conferidos nas tabelas vigentes desde fevereiro de 2025 e mantidas em 2026. Qualquer nova lei que altere o subsídio do STF muda automaticamente toda a tabela, e esta página será atualizada.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um juiz em início de carreira?

Na Justiça Federal, o juiz federal substituto tem subsídio de R$ 37.765,55. No TJSP, o juiz substituto recebe R$ 34.083,14, segundo as tabelas vigentes desde fevereiro de 2025.

Qual o teto salarial de um juiz?

O teto é o subsídio de ministro do STF, de R$ 46.366,19. Nenhum subsídio pode ultrapassar esse valor.

Juiz recebe gratificações?

O subsídio é pago em parcela única, sem gratificações. Verbas indenizatórias seguem regras próprias, e o STF fixou em 2026 parâmetros para essas parcelas.

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Equipe SOS Concursos

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